Venda de dermocosméticos cresce 9% e chega a R$ 2,9 bi

Nos últimos 12 meses, até maio, o aumento das vendas foi de 9,2%

O ritmo de expansão das vendas de dermocosméticos, produtos que usam princípios ativos com eficácia comprovada, está acelerando. Nos últimos 12 meses, até maio, o aumento foi de 9,2%, chegando a R$ 2,9 bilhões.

No período anterior, de junho de 2016 a maio de 2017, o crescimento foi de 7%, com vendas de  R$ 2,721 bilhões, segundo dados da empresa de pesquisas Iqvia.

A L’Oréal, que detém um terço desse mercado, planeja aumentar essa fatia.  Para isso,  redefiniu a estratégia para a CeraVe, marca de cuidados para a pele comprada há um ano e meio da canadense Valeant Pharmaceuticals. A fórmula foi alterada, retirando conservantes, e o produto, que antes era importado, passou a ser fabricado no Brasil por uma empresa terceirizada.

O preço da loção de hidratação corporal, considerado o carro-chefe da marca, é vendido agora no varejo a partir de R$ 39. Quando era importado custava R$ 60. A versão mais cara, que custava R$ 85, baixou para R$ 84.

“Queremos avançar na categoria de hidratação corporal, que representa 18% do mercado de cuidados com a pele no país. Neste início de distribuição da CeraVe já estamos presentes em 13 mil pontos de venda”, disse Júlia Sève, diretora da L’Oréal. A executiva contou que uma das mudanças na fórmula foi a retirada dos parabenos, compostos químicos usados para proteger os cosméticos de fungos e bactérias.

No varejo, a CeraVe concorre com a marca Hydraporin, fabricado pela Mantecorp. A Johnson & Johnson, com Neutrogena, considerada uma linha mais popular, também disputa o mesmo segmento. Outras marcas de peso são a Pierre Fabre, proprietária da Avène, e a Galderma, com produtos como o Cetaphil.

Em janeiro de 2017, a L’Oréal anunciou a compra da linha de cuidados pessoais da Valeant por US$ 1,3 bilhão. Além da CeraVe, a transação incluiu as marcas AcneFree, de produtos de limpeza e tratamento para acne, e Ambi, para reduzir manchas e clarear a pele. As estratégias para relançar as linhas desses dois produtos globalmente ainda estão sendo definidas.

Júlia Sève disse que apesar da instabilidade econômica, aas vendas da L’Oréal crescem em ritmo superior ao do mercado. “Durante o primeiro trimestre não houve aumento em volume vendido, mas observamos uma recuperação a partir de abril. No acumulado de 2018, segue estável”. A companhia francesa, líder na categoria de dermocosméticos, também é dona das marcas La Roche-Posay, Vichy e SkinCeuticals.

Perguntada sobre o impacto da variação cambial nos produtos, a diretora disse que a multinacional consegue se prevenir da forte alta do dólar devido ao volume de insumos comprados.

Fonte: Valor Online