Varejo: investir em tecnologia é ser competitivo

Se há alguns anos falar em automação comercial era algo desafiador para o varejo hoje quando o assunto é tecnologia o leque está ainda mais aberto e repleto de inovações. Aliás, falar em tecnologia aplicada ao varejo é essencial, uma vez que quando bem direcionada, a tecnologia traz experiências novas para os clientes ávidos por novidades e economia de tempo para fazer as atividades do dia a dia, gerando redução de custos e otimizando os recursos do varejista. Segundo Felipe Rosa, gestor de Ofertas Varejo da TOTVS, o importante para os varejistas em geral continua sendo comprar bem comprado e vender bem vendido. Controlar o caixa ou estoque manualmente, por exemplo, é possível. Mas os consumidores tem uma expectativa muito alta de não ter atritos na hora de comprar, eles não têm mais tempo para pesquisar em lojas, ou até mesmo ir até o mercado. “Por isso imaginar um varejo sem tecnologia é bem difícil. Um varejista que está crescendo sem o suporte da tecnologia é muito raro. Estamos na era da Produtividade e das Experiências e a transformação digital é essencial como base para um varejo perene”, diz.

A diversidade de tecnologias e o aumento a acessibilidade possibilitou que empresas de pequeno e médio porte incorporassem aos seus negócios coisas que antes era possível em gigantes do mercado. “Como parte de uma evolução contínua, praticamente todas empresas utilizam tecnologias em sua administração: de um controle em planilhas, um sistema em versão de teste ou algum sistema de controle de caixa estoque desenvolvido na cidade onde o negócio está localizado, até tecnologias mais sofisticadas relacionadas com inteligência artificial, IoT, serviço em nuvem, dentre outras”, comenta Rafael Martins, diretor de operações da LifeApps, empresa de varejo e-commerce do Grupo Máxima. Ainda segundo ele, cada vez se torna mais impossível fazer com que um negócio prospere sem a presença de tecnologia em sua administração. “É ela que permite às empresas entregarem aos seus clientes a sua visão, o seu propósito, conectando as pontas em uma experiência memorável”, afirma.

Ponto de partida

Para quem precisa começar do zero ou para aquelas empresas de pequeno porte que já estão investindo na automação de seus processos, Rafael Martins diz que inicialmente o foco está em ter um controle de estoque, fluxo de caixa, compras, fiscal e contábil. “Depois, pode-se pensar se a loja fará entregas e como gerenciá-las, ou se o negócio terá uma atuação física ou se irá para o mundo digital, aplicativos móveis, redes sociais, e-commerce, todos canais que permitem o crescimento das vendas e a construção de uma base de fãs”, orienta. Ainda de acordo com Martins, um próximo passo seria reunir e analisar os dados das diversas fontes disponíveis para potencializar o negócio e reduzir custos. “Um exemplo seria uma solução de BI (business intelligence). O nível mais avançado seria integrar inteligência artificial nas plataformas, evoluir a experiência no PDV com Internet das Coisas, dentre outras tecnologias que permitirão ao usuário uma experiência inesquecível e única”, diz.

É preciso ressaltar que independente do tamanho do projeto, o comprometimento dos líderes é um passo importante. “A transformação digital é uma fundação para suportar os “pilares” da empresa. A automatização de processos requer esforço e comprometimento de todos. Estudar e desenhar os processos da empresa, tornando-os claros e precisos facilita a implementação de novas tecnologias, reduz as falhas e viabiliza projetos”, comenta Felipe Rosa. Segundo ele, comprometimento da direção e processos bem mapeados são chaves para que um varejo receba a tecnologia de braços abertos.

Mais controle

A tecnologia permite que os varejistas tenham um maior controle do seu negócio, segurança nas informações e conexão com seus clientes. E é neste último ponto que especialistas como Rafael Martins vêem um crescente número de startups, aplicativos, softwares, tecnologias para automação e experiência do consumidor em emergência. “Elas simplificam a vida do cliente, no PDV ou online, criando vínculos mais fortes com os varejistas, agilizando a compra e facilitando o suporte. Consequentemente, isso gera um crescimento nas vendas e fidelidade com a marca, ainda que seja um relacionamento iniciado primeiramente por conveniência, é a tecnologia que permite que essas conexões sejam mantidas”, afirma.

Em relação às tendências e novidades para o pequeno varejo vale dizer que esse formato nunca ganhou tanta atenção como agora. De acordo com Rosa, são diversas soluções disponíveis para todos os estilos de varejo. Implantações rápidas, com kits completos (incluindo hardware), custo reduzido e funcionalidades móveis. “Muitas soluções que eram limitadas às grandes companhias agora são desenvolvidas para o pequeno empresário, que precisa de ajuda para crescer em meio aos consumidores modernos, ainda mais exigentes em relação a experiência, rapidez e eficiência”, comenta.

A mobilidade dos negócios é, sem dúvida, uma grande tendência tecnológica para os pequenos varejistas e isso acontece a partir de e-commerce mobile, pensados como aplicativos e não sites responsivos, que atuem de forma regional com alto fator de conveniência. “Isso permite que um cliente compre no smartphone, pague e faça a retirada do produto na loja, ou receba no conforto da sua casa. Isso poupa filas e se integra melhor à realidade movimentada do dia a dia das pessoas”, explica Martins. Ele ainda conta que outra tendência, também relacionada a compras online, são as vendas via Instagram, recurso lançado no ano de 2018 e que vem crescendo com mais empresas aderindo ao uso. “O custo de soluções para vendas como essas é baixo e permite a expansão do negócio varejista sem a necessidade da abertura de novas lojas e aumento no número de funcionários”, finaliza.

Fonte: NewTrade