Supermercados apostam na Volta às Aulas para alavancar vendas do Bazar

A temporada de compra de material escolar foi aberta no início de janeiro e deve se estender até meados de fevereiro, pelo menos. Uma pesquisa da  Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), aponta que o tíquete médio esperando pelos varejistas pode variar entre R$ 100 e R$ 200. Além disso, as vendas nesse início de ano podem crescer em média 4,5%.

Segundo Fabiana Prata, gerente de compras o setor de Bazar do Covabra Supermercados, a Volta às Aulas é a melhor data sazonal do setor de bazar da rede. Para ela, a comodidade de já estar no supermercado para fazer a compra de alimentos e outros itens e poder resolver, também, as compras de material escolar e papelaria é um dos atrativos que o varejo supermercadista oferece. “Dentre os itens que são mais procurados destacamos papel sulfite e cadernos em geral, como os infantis de todos os tamanhos e também os maiores, com 10 ou mais matérias. Além disso, procuramos manter o mix completo em todas as lojas da rede, com campanha no tablóide de ofertas. Apenas fora da sazonalidade, as lojas menores têm o mix reduzido”, conta.

No Super Apolo, os cadernos também são o destaque do setor. Antonio Longo, presidente da rede destaca que, no Rio Grande do Sul, os supermercados lideram a preferência como canal de compras de material escolar. “O diferencial de competitividade dos supermercados é a conveniência de encontrar tudo em um só lugar e é esse fator, a moeda tempo, que colocou os supermercados como canal de preferência em vendas de material escolar no RS”, comenta Longo. Ainda segundo o executivo, se bem trabalhada, a seção de papelaria pode representar até 3% do faturamento de uma loja.

Lançamentos movimentam o mercado

Se de um lado os pais buscam formas de economizar nas compras por outro as crianças e jovens estão ávidos por novidades e nem é preciso destacar que eles têm grande influência na decisão de compra de cadernos, lápis, canetas, lápis de cor, mochilas, entre tantos outros itens que fazem parte do universo dos materiais escolares. Diante disso, a regra número um para os varejistas é acertar no mix. “Sobretudo com produtos que entendam a necessidade do cliente e, para as crianças, estampem os personagens da moda. Estimamos que 65% da decisão de compras de material escolar serão tomadas pelas crianças”, afirma Longo.

Segundo Marici Foroni, diretora de marketing da FORONI, a paixão das crianças pelos personagens continua cada vez mais forte e mesmo com a crise os pais acabam optando e se esforçando por comprar para seus filhos o que eles mais gostam.

Já a Tilibra, trouxe para o mercado marcas próprias, com estampas desenvolvidas com animais como os flamingos e as lhamas. “Além disso, ampliamos nossa linha de escrita, mochilas e lancheiras. Retomamos temas que já fizeram parte de nosso mix, como os grafismos do estilo hip hop e do universo da camuflagem”, conta Karina Marchini, gerente de marketing da Tilibra. A empresa também firmou parceria com grandes nomes do cinema, TV e internet, com destaque para os lançamentos da Netflix: Stranger Things e La Casa de Papel. “Para a temporada são 21 novas marcas licenciadas que incluem nomes do universo dos games, do cinema, da TV e das séries. Neste cenário, as expectativas de vendas para o período são ótimas”, diz Karina.

Expor bem é fundamental

A exposição dos produtos é sempre uma peça chave para destacar categorias dentro dos supermercados. Em datas sazonais ela se tornar ainda mais estratégica. Para Marici Foroni, o supermercado deve trabalhar a gestão da categoria manejando a exposição de marcas fortes, com valor agregado e preço justo. “Trazer fluxo com a chamada da vitrine, o cross merchandising, trabalhar a devida exposição do planograma de prateleira ou seu espaço destaque, será o grande fator de sucesso. Observamos que cadernos, material escolar como um todo ainda é um item de muita importância para os pais que não abrem mão em investir em produtos de qualidade”, comenta. Ainda segundo ela, a exposição de categorias que puxam fluxo deve ficar mais ao final de loja fazendo com que o consumidor percorra por um caminho sedutor, de encantamento, conduzindo o mesmo a uma compra menos racional e que agregue valor ao seu tíquete médio. “Agrados como uma água gelada num copo ou um bebedouro disponível, um local para o marido esperar, mimos como este podem agregar diferenciais da loja frente à concorrência e virar um fator de fidelização”, orienta.

Montar ilhas específicas na entrada da loja, destacando as categorias também é uma estratégia para alavancar as compras por um impulso. “É importante diversificar os produtos para despertar a atenção dos diversos perfis de consumidor. As ilhas são o local onde se vende a categoria e isso é potencializado quando elas são montadas logo na entrada da loja”, finaliza Fabiana Prata.

Fonte: NewTrade