Intel aposta em inteligência artificial e 5G no Brasil

Quando nasceu há 50 anos, a Intel era essencialmente uma empresa de chips. Ao longo da sua trajetória, no entanto, sua atuação foi ampliada, sendo 2013 um ponto de inflexão. “Antes, o PC era o nosso carro-chefe. Em 2013, nossa receita crescia, mas nem tanto. Foi quando abraçamos novos mercados e passamos a focar em dados”, apontou em encontro com a imprensa Mauricio Ruiz, diretor-geral da Intel Brasil.

A companhia passou, então, a contar com seis divisões, uma de PCs e outras cinco de negócios voltados para dados: internet das coisas (IoT), data center, novas tecnologias, memória e soluções programáveis.

Com essa nova atuação, a expectativa da Intel, portanto, é de que em 2020 65% dos negócios da empresa venham dos dados e 35% de PCs. “Essa é a cara da nova Intel”, sentenciou ele, completando que o potencial de mercado no setor de dados é de US$ 300 bilhões. Não à toa. Estima-se que 90% dos dados do mundo tenham sido gerados nos últimos dois anos e analistas de mercado da consultoria IDC preveem que até 2025, os dados crescerão exponencialmente dez vezes e atingirão 163 zettabytes, o equivalente a 163 bilhões de gigabytes.

Nesse cenário, de acordo com Ruiz, ganham destaque dois temas na estratégia da empresa: inteligência artificial (AI) e 5G, fomentada por meio de dispositivos conectados à internet, formando a internet das coisas (IoT). “A inteligência artificial permitirá a rápida tomada de decisão e procura por insights”, comentou o executivo.

Para materializar essa nova era, a Intel lançou a tecnologia de memória Intel Optane DC, solução de armazenamento, que permite uma grande quantidade de memória entre DRAM e SSDs. Além disso, a empresa otimizou processadores Intel Xeon e Intel FPGAs para inteligência artificial. No Brasil, a Intel tem feito provas de conceito com inteligência artificial com a Locaweb, que levará o poder da tecnologia para seus clientes. O projeto teve início com o aprimorando do data center da provedora.

5G na linha de frente

Com projeções indicando que em 2020 serão 50 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo, a Intel preparou-se para fazer parte desse ecossistema. Segundo Ruiz, a organização fez importantes lançamentos globais, avançando, basicamente, em modem e rádio base, como o seu portfólio de transceptores 100G com fotônica em silício e o modem multimodal Intel XMM 8160 5G, otimizado para levar a conectividade 5G a dispositivos como celulares, PCs e gateways de acesso à banda larga. “Queremos ser um forte player na área”, revelou ele, adiantando que em breve a empresa levará 5G para computadores.

Queremos acelerar o processo de leilões de frequência para garantir que as redes 5G entrem em funcionamento o quanto antes, melhorando a experiência de usuários que trabalham e consomem conteúdo on-line”, contou.

Fonte: Computerworld