Empregos no comércio estão no setor de bens de consumo

empregoUma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que há oportunidades de emprego no setor de varejo, no entanto, estas se concentram nos segmentos que são menos dependentes de crédito ao consumidor.

A análise mostrou que há vagas nos setores de bens de consumo de primeira necessidade. Na liderança do ranking dos ramos que mais geraram vagas no período de um ano – até maio de 2015 – está o setor de hiper e supermercados, com 69.910 oportunidades.

“O comércio brasileiro passa pelo seu pior momento em mais de uma década. O volume de vendas nos primeiros quatro meses deste ano registrou retração de 6,1% – o resultado mais desfavorável desde 2004. Apesar disso, essas áreas do comércio têm se destacado por contratações acima da média”, explicou o economista da CNC Fabio Bentes.

Farmácias, perfumarias e cosméticos ocupam o segundo lugar no ranking, com 18.099 vagas, seguido de artigos de uso pessoal e doméstico, 8.211, e combustíveis e lubrificantes, 9.210 oportunidades em um ano, até maio.

Segundo a CNC, a falta de confiança dos consumidores e o aperto nas condições de crédito estão “estão impulsionando as demissões nos segmentos de bens duráveis”. O setor de automóveis e autopeças apresentaram a maior perda no número de empregados no período analisado: menos 19.888.

O segmento de móveis e eletrodomésticos ocupa a segunda colocação, com menos 12.184 vagas. Em terceiro lugar, estão os segmentos de vestuário e acessórios, com 9.407 postos de trabalho a menos.

Micros e pequenos

Ainda segundo a pesquisa, 98,4% dos postos de trabalho nos quatro segmentos são micros e pequenos estabelecimentos comerciais. A região Sudeste concentra, em média, 47% dessas empresas.

Metade da força de trabalho dos setores analisados, com exceção de combustíveis e lubrificantes – onde mais de 60% são de outras regiões do país -, estão na região Sudeste, apontou a confederação.

Perfil dos trabalhadores

Tanto no setor de hiper e supermercados quando no de artigos de uso pessoal e doméstico, a distribuição de trabalhadores contratados é homogênea, do ponto de vista de gênero: 50% são do sexo masculino e feminino, e 50,5% são de homens, contra 49,5% de mulheres.

O segmento de combustíveis e lubrificantes, contudo, apresentou predominância do sexo masculino, com 75,9%. As farmácias e perfumarias, ocorre o inverno, 65,1% são mulheres.

Os ramos de hiper e supermercados e artigos de uso pessoal e doméstico também apresentaram trabalhadores com faixas de idade semelhantes, 28% têm entre 18 e 24 anos. Já nas farmácias e perfumarias, e combustíveis e lubrificantes,  a predominância é de trabalhadores com 30 a 39 anos, 29,2% e 30%, respectivamente.

Grau de instrução

Os trabalhadores com grau de instrução de nível médio completo são os mais demandados, mostrou a pesquisa. Funcionários com nível superior completo são observados em sua maioria no ramo de farmácias, perfumarias e cosméticos.

“Isso justifica o fato de os melhores salários também estarem concentrados no segmento farmacêutico. A remuneração média dos profissionais desse ramo é 3,5% superior à de lojas de artigos de uso pessoal e doméstico – 7,2% acima daquela do segmento de combustíveis e lubrificantes e 22,5% a mais que a remuneração paga aos funcionários de hiper e supermercados”, explicou a entidade.

Fonte: Portal G1